quarta-feira, 18 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
^^^~ ABRAÇA_ME ~^^^^ DE Joaquim Pessoa ^^^^
ver o sol a nascer do intenso calor dos nossos corpos.
Quando me perfumo assim, de ti ,nada existe a não ser este relâmpago
esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos,
e que ambos mordemos para provar o sabor que tem a carne incandescente
das estrelas.
Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti eu possa buscar o sentido dos sentidos,
o sentir da vida.
Procura-me com os teus antigos braços de criança para desamarrar em mim a eternidade,
essa soma formidável de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram.
Abraça-me. Quero morrer em ti em mim, espantado de amor.
Dá-me de beber, antes, a água dos teus beijos, para que possa levá-la comigo e oferece-la
aos astros pequeninos.
Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo, e eu quero que delem fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes.
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais. Uma vez que nem sei se tu existes.
"Poema de Joaquim Pessoa "
quarta-feira, 11 de junho de 2014
~~~~~~~A CARTA ~~~~~~
Escrevo-te meu amor...
Uma carta...
Que nunca chegarás a ler...
mas eu teimo.
Como se fosse ontem! e não paro de escrever...
Partiste... mas a saudade aumenta,
com a distância do tempo;
e o saber... que nunca mais te chegarei a ver!
Mas tu; esperas por mim...! Aí chegarei,
quando não sei!...
e mataremos saudades do tempo de ausência,
e falaremos dos nossos sonhos,
combinados... que nunca chegamos a fazer!
Partiste... Tão de repente...
que nem nos chegamos a despedir;
A dor foi brutal !
O meu coração ainda chora...
pela partida; que foi como vendaval !
um turbilhão de sentimentos, de perda,
sofrimento da ausência física,
da tua presença...
Noites longas, de insónias, lágrimas...
Resta-me recordações...
No outono da vida, da solidão de espera...
Neste livro já tão cheio de páginas...
sábado, 31 de maio de 2014
»»»»» VIDA «««««
Um horizonte !
Se olhar-mos com olhar ameno...
Talvez encontremos perdido,
O carinho em miragens desfocadas, falaciosas,
Entorpecido...
Pobre amor perdido !
Vagabundo em movimento,
Sem rumo certo...
Resplandecência ?
Será do rio... A água é corrente,
O amor é a fortaleza,
de um caminhante ;
Amores perdidos, delirantes,
Cansado, abatido, sem rasto,
como se houvesse sido, absorvido...
Nesse dia enchi-me de raiva !
passei a noite sem dormir,
chegando a manhã,
levantei-me com os nervos a doer...
Decanto o nosso amor... Adormecido;
Amanso o andar... Respiro fundo...
E tomei a decisão...
Memórias dissolvem-se, como restos de corpo !
Para quem já não tem prazo fixo para reverter o mundo !
sexta-feira, 23 de maio de 2014
^^^~ Distância ~^^^
Vem sentar-te ,
Aqui na chaíse-longue, ao pé de mim...
Tenho o desejo doido de contar-te
Estas saudades que não tinham fim.
Não vás para tão longe !
Quero ver
Se ainda sabes olhar-me como d`antes,
E se nas tuas mãos acariciantes,
Inda existe o perfume de que eu gosto.
Não vás para tão longe !
Tenho medo,
Era sempre demais o curto espaço,
Que havia entre nós dois ...
Agora , um embaraço,
Hesitas e depois,
Com um gesto de tédio de cansaço
Achas inconveniente,
O meu abraço.
Não vás para tão longe !
Fica. Inda é tão cedo !
O vento continua a fustigar
Os ramos sofredores do arvoredo,
E eu ponho-me a pensar
E tenho medo !
Não vás para tão longe !
Na sombra impenetrada,
Como se agita e se debate o vento !...
Paira nas ruínas velhas do convento.
Que além se avista,
A alma melancólica d`um monge
Que a vida arremessou àquela crista,
Céu apagado, negro, pessimista,
E tu sempre mais longe !...
"
Fernanda de Castro "
terça-feira, 13 de maio de 2014
==== Uma Noite Em Lisboa ====
Um dia de verão, ao descer da noite,
As janelas se iluminavam...
Mais parecia estrelas no céu,
Na rua não se via ninguém,
Noite fechada...
Havia mistério, por entre a bruma,
Dos vapores do Tejo...
Ao longe os montes eram azuis,
Que se diluíam...
Ao crepúsculo, como aguarelas japonesas,
Devagar... como vapores adormecidos,
Relentos, de uma cama do andar de cima,
era a vizinha de pernas compridas...
Com a pele sedosa e mate,
iluminadas e intimas...
Das noitadas em surdina.
Ligeiras, ansiosas, acordavam...
das noitadas amorosas...
E já pelas ruas, 8 da manhã,
Havia movimento, num sussurrar...
Com gente a cheirar a sabão e a sono !
As janelas se iluminavam...
Mais parecia estrelas no céu,
Na rua não se via ninguém,
Noite fechada...
Havia mistério, por entre a bruma,
Dos vapores do Tejo...
Ao longe os montes eram azuis,
Que se diluíam...
Ao crepúsculo, como aguarelas japonesas,
Devagar... como vapores adormecidos,
Relentos, de uma cama do andar de cima,
era a vizinha de pernas compridas...
Com a pele sedosa e mate,
iluminadas e intimas...
Das noitadas em surdina.
Ligeiras, ansiosas, acordavam...
das noitadas amorosas...
E já pelas ruas, 8 da manhã,
Havia movimento, num sussurrar...
Com gente a cheirar a sabão e a sono !
sábado, 10 de maio de 2014
«««««««« A RAIZ »»»»»»»»
«««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««
Descrevo a luz *** o vento *** as flores *** o tempo e o mar *** Descrevo o sol, o céu, as estrelas,
** a lua ** os sonhos na força de amar. ** Esqueci a raiz ! ?.** A raiz que me alimenta na terra mãe !
** O mundo, ** o ventre, ** o colo feminino, ** a parte humana que o corpo sustém.
** Amar ou aceitar ! ? **
Os meus gestos feitos por um corpo, ** que me define, como humana ?**
A raiz da terra nascida, ** no ventre sentida, no corpo parida **
posta na vida para viver!**
Vive a sonhar!
Ser livre, ser no tempo infinito de um voar!
CIDÀLIA M. CORREIA
Descrevo a luz *** o vento *** as flores *** o tempo e o mar *** Descrevo o sol, o céu, as estrelas,
** a lua ** os sonhos na força de amar. ** Esqueci a raiz ! ?.** A raiz que me alimenta na terra mãe !
** O mundo, ** o ventre, ** o colo feminino, ** a parte humana que o corpo sustém.
** Amar ou aceitar ! ? **
Os meus gestos feitos por um corpo, ** que me define, como humana ?**
A raiz da terra nascida, ** no ventre sentida, no corpo parida **
posta na vida para viver!**
Vive a sonhar!
Ser livre, ser no tempo infinito de um voar!
CIDÀLIA M. CORREIA
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