quinta-feira, 24 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
****** ANDA VEM ******
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Anda vem... por que te negas,
Carne morena, toda perfume ?
Por que te calas,
Por que te esmoreces,
Boca vermelha,-- rosa de lume!
Se a luz do dia,
Te cobre de pejo,
Esperemos, a noite presos num beijo,
Da--me o infinito gosto,
de contigo adormecer,
Devagarinho, sentindo,
O aroma e o calor
Da tua carne,-- meu amor !
E ouve, mancebo alado
Não entristeças, não penses,
Se contente,
Porque nem todo o prazer
Tem pecado...
Anda, vem... da--me o teu corpo,
Em troca dos meus desejos.
Tenho saudades da vida
Tenho saudades dos teus beijos
A Boto.
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Anda vem... por que te negas,
Carne morena, toda perfume ?
Por que te calas,
Por que te esmoreces,
Boca vermelha,-- rosa de lume!
Se a luz do dia,
Te cobre de pejo,
Esperemos, a noite presos num beijo,
Da--me o infinito gosto,
de contigo adormecer,
Devagarinho, sentindo,
O aroma e o calor
Da tua carne,-- meu amor !
E ouve, mancebo alado
Não entristeças, não penses,
Se contente,
Porque nem todo o prazer
Tem pecado...
Anda, vem... da--me o teu corpo,
Em troca dos meus desejos.
Tenho saudades da vida
Tenho saudades dos teus beijos
A Boto.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Poema~~~~~~~~~~~~~~Esquce-te de mim amor~~~~~~~
Esquece-te de mim , Amor,
das delícias que vivemos
na penumbra daquela casa,
Esquece-te.
Faz por esquecer
o momento em que chegamos,
assim como eu esqueço
que partiste,
mal chegamos,
para te esqueceres de mim,
esquecido já
de alguma vez
termos chegado.
~~~~ António Mega Ferreira ~~~~
~~~~Silêncio..... Simplesmente ~~~~
Silêncio adormecido** na manta do vazio.** Na cama da ilusão ** vive perdido,**
nas dores da solidão.**
Silêncio,** que paira no ar.** Lê os murmúrios,** entre o invisível e o lugar,**
Criamos linhas,** contornos, formas despertas ** a murmurar... silêncios.**
Silêncios de olhos fechados.** Dedos de carícias ** percorrem meu corpo, **
invisível. ** O meu sentimento,** dança no ar a força ** das emoções.**
E torna-se bailarina ** no palco das sensações ** Bebem na sede ** de um desejo real. **
Fome de amor... intemporal. ** Deixando o silêncio ** escondido ** na voz do coração.**
~~~~ Cidália M. C.
nas dores da solidão.**
Silêncio,** que paira no ar.** Lê os murmúrios,** entre o invisível e o lugar,**
Criamos linhas,** contornos, formas despertas ** a murmurar... silêncios.**
Silêncios de olhos fechados.** Dedos de carícias ** percorrem meu corpo, **
invisível. ** O meu sentimento,** dança no ar a força ** das emoções.**
E torna-se bailarina ** no palco das sensações ** Bebem na sede ** de um desejo real. **
Fome de amor... intemporal. ** Deixando o silêncio ** escondido ** na voz do coração.**
~~~~ Cidália M. C.
~~~~~~ Véspera da Água ~~~~~~~
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Tudo lhe doía
de tanto que lhe queria:
a terra,
e o seu mundo de tristeza,
um rumor adolescente,
não de vésperas,
mas de tílias,
a respiração do trigo,
o fogo reunido na cintura,
tudo lhe doía:
a frágil e doce e mansa
masculina água dos olhos,
o carmim entornado no espelho,
os lábios,
instrumentos de alegria,
de tanto que lhe queria;
os dulcíssimos melancólicos,
magníficos animais amedrontados,
um verão difícil,
em altos leitos de areia,
a haste delicada de um suspiro,
o comércio dos dedos em ruína,
a harpa inacabada
da ternura,
um pulso claramente pensativo,
lhe doía:
na véspera de ser homem,
na véspera de ser água,
o tempo perdido,
rouxinol estrangulado
meu amor: amora branca
o rio
inclinado
para as aves,
a nudez partilhada, os jogos matinais,
ou se preferem: nupciais,
o silêncio torrencial,
a reverência dos mastros
uma criança corre
corre na colina
atrás do vento,
de tanto que lhe queria,
tudo tudo lhe doía.
~~~~~~ Eugénio de Andrade ~~~~~~
Tudo lhe doía
de tanto que lhe queria:
a terra,
e o seu mundo de tristeza,
um rumor adolescente,
não de vésperas,
mas de tílias,
a respiração do trigo,
o fogo reunido na cintura,
tudo lhe doía:
a frágil e doce e mansa
masculina água dos olhos,
o carmim entornado no espelho,
os lábios,
instrumentos de alegria,
de tanto que lhe queria;
os dulcíssimos melancólicos,
magníficos animais amedrontados,
um verão difícil,
em altos leitos de areia,
a haste delicada de um suspiro,
o comércio dos dedos em ruína,
a harpa inacabada
da ternura,
um pulso claramente pensativo,
lhe doía:
na véspera de ser homem,
na véspera de ser água,
o tempo perdido,
rouxinol estrangulado
meu amor: amora branca
o rio
inclinado
para as aves,
a nudez partilhada, os jogos matinais,
ou se preferem: nupciais,
o silêncio torrencial,
a reverência dos mastros
uma criança corre
corre na colina
atrás do vento,
de tanto que lhe queria,
tudo tudo lhe doía.
~~~~~~ Eugénio de Andrade ~~~~~~
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